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Coronavírus: como a administradora de condomínios pode ajudar na prevenção


Postado em 19/03/2020

Em 2009, o Brasil e o mundo passaram por uma pandemia de H1N1, que ficou conhecida como “gripe suína”. Onze anos depois, nos deparamos com outra epidemia, a do coronavírus (COVID-19). Porém, diferente da H1N1 que possuía a taxa de mortalidade estimada em 0,026%, o COVID-19 tem a taxa de mortalidade estimada em 3,7%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

É difícil não se assustar com as consequências que a doença pode trazer. Porém, nessas horas, a informação é nossa maior amiga. Quando pensamos em prevenção de epidemias, nosso cuidado deve começar dentro de casa. Logo, os cuidados em condomínios não devem ser diferentes. Dessa forma, como a administradora de condomínios pode auxiliar o síndico, moradores e funcionários nesses momentos?

Prevenção nos condomínios

Quando o assunto é prevenção de doenças em condomínios, os cuidados devem ser tomados individualmente e também pensando no empreendimento como um todo.

Dessa maneira, é necessário que a administradora de condomínios, o síndico e os moradores trabalhem em conjunto, realizando uma força-tarefa para prevenir a todos. Sendo assim, para que haja uma organização, podemos dividir as ações em duas frentes: atitudes que a administradora pode tomar em conjunto com o síndico e atitudes dos moradores. Confira!

Administradora de condomínios e síndico

Em epidemias onde a contaminação acontece pelo ar ou pelo contato com superfícies contaminadas, como a do coronavírus, a manutenção da higiene e o evitamento de aglomerações são algumas práticas simples, mas que auxiliam na prevenção. Veja algumas ações abaixo:

Esterilização

Disponibilize dispensers com álcool em gel na portaria, hall de entrada e áreas comuns do condomínio. Assim, é garantido que os moradores estejam com as mãos sempre higienizadas ao entrar no empreendimento e ao tocar em botões de portaria remota e elevadores. O mesmo se aplica às maçanetas e corrimãos das escadas de emergência.

Tenha certeza de que essas superfícies de grande contato com as mãos estejam esterilizadas. Objetos das áreas comuns como controles de televisão, videogame, brinquedos, painéis de lavadoras, equipamentos da academia também devem ser esterilizados, o que nos leva ao próximo tópico.

Não se esqueça: os funcionários devem usar equipamentos de segurança, como luvas, máscaras e óculos durante suas atividades.

Áreas comuns

Mesmo com todos os equipamentos das áreas comuns esterilizados, o mais recomendado é que a circulação nestes ambientes seja evitada. Ou seja, os moradores devem ser orientados a adiar festas no salão de festas. A piscina deve ser fechada, bem como a quadra, parquinhos e brinquedoteca. Tudo isso para evitar aglomerações e o contágio entre os moradores.

Mesmo que o acesso às áreas comuns seja limitado ou bloqueado, o síndico deve mantê-las arejadas, com ar circulando, evitando, assim, que vírus e bactérias fiquem presos no local.

Entregas e delivery

Para receber entregas, instrua os moradores e o porteiro a pedirem ao entregador que deixe as caixas e sacolas de no compartimento de entregas do condomínio. Caso o empreendimento não possua este instrumento, lembre-os de utilizar álcool em gel antes e depois de receberem as encomendas.

Em algumas cidades e condomínios, é permitido que entregadores se dirijam até a porta dos apartamentos. Essa atividade deve ser proibida. Além de aumentar as chances de roubos, também coloca a saúde dos moradores em risco, pois os entregadores tem contato com diversas pessoas ao longo do dia. Dessa maneira, se esse contato foi feito com algum infectado, ele pode acabar transmitindo o vírus, no caso mais atual, o coronavírus dentro do condomínio. O mesmo se aplica se algum condômino de seu empreendimento tiver sido diagnosticado com a doença e o profissional fizer mais de uma entrega dentro do condomínio.

Nos momentos de assinatura de protocolos, o compartilhamento de canetas também pode ser uma forma de compartilhar o vírus. Sendo assim, lembre os porteiros, moradores e zelador a evitarem esse tipo de prática e, se necessário, utilizarem suas próprias canetas.

Assembleias

Nesses momentos onde a aglomeração de pessoas deve ser evitada, o aconselhado é que assembleias sejam adiadas. Caso o assunto a ser debatido seja de extrema urgência, o mais indicado é que as assembleias sejam feitas remotamente, através de plataformas como Zoom, Skype ou Hangouts.

Aqui, o auxílio da administradora de condomínios é de extrema importância! Tanto para instruir o síndico com as melhores práticas a serem tomadas durante uma assembleia online, quanto para garantir que as informações sejam transmitidas da melhor forma possível, a fim de realizar a ata de condomínio.

Visitas de fornecedores

As visitas de fornecedores no condomínio também devem ser adiadas. Contudo, se houver a necessidade de realizar manutenções de emergência no empreendimento, estes devem ser orientados quanto aos procedimentos de segurança.

Quais atitudes os moradores devem tomar?

Da mesma maneira que objetos e áreas de uso comum devem estar esterilizados, os moradores do condomínio devem se preocupar com sua higiene pessoal. Veja algumas boas práticas:

Limpeza das mãos

As mãos devem ser lavadas constantemente. O mais recomendado é que sejam lavadas durante vinte segundos, em água corrente. Passando sabão entre os dedos, na palma e por cima das mãos, embaixo das unhas, até o pulsos.

Caso não tenha sabão disponível perto, ande sempre com um álcool em gel na bolsa. Passe antes e depois de entrar no carro ou no transporte público.

Cubra tosses e espirros da maneira correta

Use a parte interna dos braços para cobrir tosses e espirros. Assim, é evitado que você leve o vírus para as mãos e, por consequência, às superfícies.

Da mesma maneira, evite o contato das mãos com olhos, nariz e boca. Pois, se você entrou em contato com alguma superfície infectada, corre o risco de ser contaminado.

Se atente aos sintomas

Os sintomas do coronavírus, especificamente, são semelhantes aos sintomas de uma gripe. Se atente aos sintomas como febre, cansaço, tosse seca, dores no corpo, congestão nasal, coriza, dor de garganta e diarréia.

Pessoas com sintomas leves (pouca tosse, nariz escorrendo e febre baixa) devem consultar um médico e repousar em casa, se hidratando. Pessoas com sintomas mais graves, como tosse intensa, catarro com pus, falta de ar e febre alta com calafrios e pontas dos dedos e lábios arroxeados devem procurar um hospital, pois são sinais de infecção grave do coronavírus.

Isolamento social

Como falamos anteriormente, caso sinta algum dos sintomas leves, o mais recomendado é o repouso em casa. Em épocas de epidemia, essa atitude garante que pessoas com sintomas graves tenham vagas em hospitais públicos e particulares.

Contudo, se houver a possibilidade de fazer seu trabalho de casa, mesmo não estando infectado, o faça. Dessa forma, os transportes públicos ficam mais vazios e aglomerações são evitadas. E, mesmo em casa, mantenha as janelas abertas, garantindo que o ar esteja circulando e evite o uso de ar-condicionado. Da mesma maneira, evite o uso das áreas comuns. Mesmo com toda higiene, todo cuidado ainda é pouco.

Crie uma rede de apoio no condomínio

A epidemia do coronavírus pode atingir todas as pessoas. Porém, existe o grupo de risco, ou seja, pessoas que estão mais vulneráveis. São elas:

  • Idosos;
  • Diabéticos;
  • Hipertensos;
  • Pessoas com insuficiência renal crônica;
  • Pessoas com doenças respiratórias crônicas.

Nesse momento, a ajuda também nunca é demais! Se você não faz parte do grupo de risco, ofereça ajuda aos condôminos que fazem. Se disponibilize para ir à farmácia, supermercados e outros estabelecimentos, garantindo assim, que eles estão sendo poupados do contato com o vírus.

Se houver suspeita ou caso confirmado dentro do condomínio, o que fazer?

Se um morador for diagnosticado com suspeita do coronavírus ou tiver a confirmação da infecção, ele deve comunicar o síndico, a fim de proteger os moradores. O síndico, por sua vez, deve comunicar os moradores, porém, resguardando a identidade do morador ou o número da unidade, sem colocar sua privacidade em risco.

Coronavírus em condomínios: responsabilidade de todos

Sendo assim, nessas situações, a melhor coisa a se fazer é buscar informações nos lugares corretos. O site do Ministério da Saúde costuma disponibilizar informações e conteúdos didáticos sobre diversos temas relacionados à saúde e epidemias.

O diálogo entre toda a comunidade que vive em condomínio também deve permanecer. Dessa maneira, todos se ajudam e garantem melhor eficiência na prevenção.

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